sábado, 10 de novembro de 2012

2º Insight, Oh dó!

"O texto abaixo, escrevi faz uns dois meses, esqueci de datar na época por isto não tem o dia certo, mas guardei nos rascunhos e Dani não deixava eu postar, ainda emociona ela muito tudo isto, é tudo muito recente, parece que acordamos e foi um pesadelo, mas ele foi real, ela é minha heroína, a minha menina espiritualista inteligentíssima, que com seis anos leu "Dom Quixote de la Mancha" e adorou, quem com essa idade lê esse clássico da literatura espanhola?, que vai num shopping qualquer e prefere comprar um bom livro a roupa, como aconteceu ontem, saímos da Saraiva com  livros em vez da roupa que ela disse que pretendia comprar rsrsrsrsrsrsrsrsr, hoje é sábado 10/11/2012.
Já falei que houve vários insight com Dani para ela acordar deste horrível pesadelo, chamado anorexia, o 2º como disse numa outra postagem foi o que mais mexeu com ela, comigo e toda minha família  O medo que ela teve de me "perder" de nunca mais me ver, fez com que alguma coisa despertasse nela e a fizesse acordar. Tive um problema de saúde, que eu sabia que tinha há muito tempo, fazia acompanhamento mas por falha médica não fui operada antes pois acharam que não era tão problemático assim. Fui internada às pressas no hospital, eu já sentia dor abdominal e pélvica a algum tempo, e eu deixei passar, achando que passaria, porque convivia direto com ela e era só tomar Buscopan que resolvia, mas numa quarta feira, dia 13 de junho, a dor se intensificou,  e pedi ao meu marido para me levar ao hospital pois não aguentava mais, deixei meu filho mais velho com Dani, e naquele dia ela nem foi na aula de handebol pois eu não tive condições de levar, e tínhamos brigado feio, acho que não preciso falar porque, e deixei ela na cozinha e vim para o meu quarto deitar pois estava com muita dor, até que Gilberto me levou, os médicos não descobriam o que eu tinha, mesmo me dando remédio na veia a dor não passava, ao contrário aumentava, fizeram uma batelada de exames, e nada, fiquei das 20:30 até 3:00 no pronto atendimento, até eles decidirem (sim fizeram conselho médico) me internar, passei a quinta - feira preocupada não comigo, mas com Dani, pois sabia que ela não estava comendo, do  meu quarto eu via uma Cruz do Colégio Arquidiocesano e a única coisa que eu fazia além de chorar, era fazer uma prece para que ela acordasse e começasse a comer, os médicos vieram cedo, e ainda tinham dúvidas sobre o meu problema, eles são mestre na sua área, e muito mas muito bacanas, aliás com uma calma oriental que eu adoro, o contrário de mim rsrsrrsrsrsrrs, no final do dia decidiram fazer mais uma ressonância para ter certeza, e até aquele momento minha filhinha não tinha me visto, e sei que ela estava desesperada por mim, e não tinha comido absolutamente nada, nadinha, nadinha mesmo, dois dias sem comer.
Fiz a ressonância as 20:00 hrs da quinta -feira, o médico Dr. Júlio (parecia um monge budista e só sorria) me preparou e acalmou, já marcou a cirurgia para o dia seguinte, e só na sexta feira saiu a confirmação do resultado do meu problema, e eu chorando pela minha filha, até aquele momento ninguém tinha pensado em  levar ela até mim (Gilberto estava comigo no hospital), só para me dar um beijo, naquele dia mesmo ela tinha terapia, e a avó (minha mãe) junto com meu irmão mais velho levaram ela lá, foi bem traumático, para todos, como já disse antes, uma pessoa idosa não entende como alguém não quer comer, e ela chegou a levar uma marmita até o consultório para ver se a neta comia, sem resultado, o tio gritou com ela, pois achava que ia demorar a sessão, gritou também porque ele achava infame ela não querer comer, enfim foi um stress total, e ninguém teve a sensibilidade de pensar que ela estava morrendo de medo de perder a mãe dela, ao fim de contas é uma criança de 11 anos que estava doente também. Conclusão a sessão virou um terror e a própria terapeuta (o que é completamente fora de padrão) ligou para nós e fez com que Dani falasse com o pai e comigo, bom eu tive que manter a calma, mesmo com todo o choro da minha pequena e o meu também, faltava muito pouco tempo para entrar na sala de cirurgia e não podia entrar estressada, tive que me manter calma, acalmar minha mãe, deixar minha filhinha calminha, e a única coisa que pedi ao meu marido foi que nosso filho fosse buscar nossa filha na minha mãe e a trouxesse até nós, sei que o hospital a deixaria entrar, pois ela só queria me ver e o médico autorizaria, como aconteceu, parecia que tudo se encaixava, meu filho saiu as 15:00 hrs do seu trabalho, até pegar o carro em casa, e pegar ela seria mais ou menos 16:00 hrs, a cirurgia estava marcada para as 16:00, mas parece que até nisso estavam ajudando nós, pois só me levaram às 17:00 para sala de cirurgia. Quando ela chegou no quarto, eu só abracei e falei:
- Sei que não comes a 3 dias, faz a tua parte, que eu vou fazer a minha, eu te prometo filha querida, minha Luz, meu presente de Deus, que eu volto, que Deus não vai deixar com que eu te deixe, não agora, mas você vai ter que cumprir também, você vai ter que fazer o melhor de você,  eu te amo para sempre"-.
E fui para a cirurgia, tentando ser forte, e fui, porque não podia alterar meu metabolismo, tinha que manter tudo calmo, para que tudo desse certo. Deu tudo certo, às 20:00 hrs estava indo para o quarto, pois implorei para o enfermeiro me liberar da sala de recuperação, e ele só faria se eu mexesse as pernas, para que ele falou!, eu comecei a mexer até sentir que levantava elas rsrsrsrs, ele ficou admirado, deu para ver de novo minha filhinha, mesmo com o stress de ela não querer comer. Ela foi embora com minha irmã, vó, vô e priminha, foram comer na padaria Patriopan, e minha irmã falou para ela, ou ela comia algo, ou ela ia direto para o pronto socorro com ela, para tomar soro, pois era o que ela estava precisando no momento, sei que minha irmã fez ela comer um pouco e tomar chá, Dani pegou um pouco de macarrão japonês, 3 fatias de tomate e alface, bom pelo menos tinha comido algo, coisa que não fazia há 3 dias. Fiquei 5 dias hospitalizada, Dani passou o sábado conosco no hospital, estressou o pai e o irmão porque não comia e bebia nada, nem água, e eu chorava e com dor pós cirurgia, e minha Grande Mentora Espiritual me pedia calma e paciência, que tudo daria certo, mas eu só via um pequeno esqueleto na minha frente, que mal podia respirar, Oh dó!
Sonia, mãe de Daniela com muito orgulho!

Nenhum comentário:

Postar um comentário