quarta-feira, 8 de agosto de 2012

O meu presente maravilhoso!

A conselho da psicoterapeuta de Dani, Adriana, que achou que seria muito legal escrever e contar a nossa experiência, muito dolorosa e intensa diga-se de passagem, para outras pessoas que estão passando pelo mesmo problema da Anorexia dentro do circulo familiar, decidimos montar um blog como mãe e filha e mostrar para as pessoas que tudo passa, inclusive as piores tragédias, e hoje me deu vontade de iniciar ele escrevendo um pouco sobre minha filha Daniela (hoje com 11 anos) e o resto da nossa família.
'Dani foi e é uns dos melhores presentes que Deus me deu, prometi a mim mesma que iria fazer tudo por ela, tudo o que não pude fazer pelo meu filho Gabriel (morto em 1996), assim como tinha cuidado do mais velho também, Andrés, no momento com 21 anos.
Era minha boneca, cuidada como um diamante, protegida, não sou uma pessoa de mimar ou passar a mão na cabeça, sou até exigente, mas sou liberal, conversamos abertamente de tudo, sempre mostrei o certo e errado mas a escolha seria sempre deles, Andrés até brinca e diz que sempre dou sugestões de como proceder rsrsrsrrsrsrs, ele até segue porque diz que quase sempre tenho razão rsrsrrsrsrrr.
Dani, foi um bebê lindo, meus filhos foram para a escolinha desde 1 ano de idade, sempre achei que o contato com outras crianças seria necessário para o seu desenvolvimento dentro da sociedade e para o seu aprendizado psicológico, emocional e intelectual. Ela demonstrou ser uma criança meiga, quieta, até tímida, mas fazia amizade com facilidade. Era uma menina normal de corpo, teve fases que engordava mais, mas nada que os médicos catalogassem como obesa, era fofinha, com um cabelo loiro liso que todos invejavam de tão lindo que era, e muito ou melhor extremamente inteligente, com quatro anos já lia e escrevia normalmente, e uma coisa que ela desde bebê sempre gostou é ler, e lê muito, devora livros e mais livros. O irmão até brinca que ela um dia vai ganhar o prêmio nobel pois acha ela muito inteligente rsrrsrrssrsr. Por isto quando acordamos para o problema dela foi um tremendo baque, e na hora as perguntas eram: Porquê minha filha?, Porquê ela faz isso com ela mesma?, Como alguém rejeita comer? E aí olhamos para trás e percebemos todos os sinais deixados por ela, e começa a nossa luta desesperada para ajudar ela, eu parei minha rotina, as atividades que eu costumava ter só para estar com ela, realmente é muito stress, não damos a ninguém o que nos vivemos esses meses.

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